{"id":1941,"date":"2026-08-13T01:01:13","date_gmt":"2026-08-13T04:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/?p=1941"},"modified":"2026-08-16T00:15:57","modified_gmt":"2026-08-16T03:15:57","slug":"o-bon-memoria-ancestral-migracao-japonesa-e-identidade-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/desenvolvimento-global\/o-bon-memoria-ancestral-migracao-japonesa-e-identidade-cultural\/","title":{"rendered":"O-bon: mem\u00f3ria ancestral, migra\u00e7\u00e3o japonesa e identidade em movimento"},"content":{"rendered":"<div class=\"\" data-turn-id-container=\"request-6a803b6e-e400-83eb-b9bb-b9aa694ca98b-76\" data-is-intersecting=\"true\">\n<section class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\" dir=\"auto\" data-turn-id=\"request-6a803b6e-e400-83eb-b9bb-b9aa694ca98b-76\" data-turn-id-container=\"request-6a803b6e-e400-83eb-b9bb-b9aa694ca98b-76\" data-testid=\"conversation-turn-238\" data-turn=\"assistant\">\n<div class=\"text-base my-auto mx-auto [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)\">\n<div class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\" data-conversation-screenshot-content=\"\">\n<div class=\"flex max-w-full flex-col gap-4 grow\">\n<div class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+&amp;]:mt-1\" dir=\"auto\" data-message-author-role=\"assistant\" data-message-id=\"13483f18-1ec8-4d23-a78c-3d1f689aad38\" data-message-model-slug=\"gpt-5-6-thinking\">\n<div class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden\">\n<div class=\"markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling\">\n<p data-start=\"89\" data-end=\"692\"><em data-start=\"89\" data-end=\"692\">Em meados de agosto, muitas fam\u00edlias japonesas retornam \u00e0s cidades de origem, visitam t\u00famulos, acendem lanternas e participam de dan\u00e7as coletivas. O O-bon, ou simplesmente Bon, \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es mais conhecidas do ver\u00e3o japon\u00eas e combina mem\u00f3ria dos antepassados, religiosidade, pertencimento familiar e vida comunit\u00e1ria. Na di\u00e1spora, especialmente no Brasil, esses rituais ganharam novos significados: deixaram de ser apenas formas de lembrar os mortos e tornaram-se tamb\u00e9m maneiras de preservar identidade, reconstruir pertencimento e transmitir uma heran\u00e7a cultural atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es e oceanos.<\/em><\/p>\n<h2 data-start=\"694\" data-end=\"730\">Uma festa sobre retorno e mem\u00f3ria<\/h2>\n<p data-start=\"732\" data-end=\"1301\">O O-bon \u00e9 celebrado em diferentes datas conforme a regi\u00e3o, normalmente em <strong data-start=\"806\" data-end=\"838\">meados de julho ou de agosto<\/strong>. Em muitas partes do Jap\u00e3o, o per\u00edodo entre 13 e 16 de agosto \u00e9 associado ao retorno simb\u00f3lico dos esp\u00edritos ancestrais \u00e0s casas de suas fam\u00edlias. T\u00famulos s\u00e3o visitados e limpos, oferendas s\u00e3o preparadas e lanternas ou fogueiras podem marcar a chegada e a despedida dos antepassados. O governo japon\u00eas descreve o Bon como um costume anual de acolher, entreter e depois acompanhar de volta os esp\u00edritos daqueles que morreram.<\/p>\n<p data-start=\"1303\" data-end=\"1676\">Essa tradi\u00e7\u00e3o possui ra\u00edzes budistas, mas ao longo do tempo incorporou pr\u00e1ticas locais de culto aos ancestrais e costumes regionais. Por isso, o O-bon n\u00e3o \u00e9 uma cerim\u00f4nia uniforme nem necessariamente vivido por todos como pr\u00e1tica estritamente religiosa. Para algumas fam\u00edlias, \u00e9 um ritual espiritual; para outras, uma ocasi\u00e3o de reencontro familiar e retorno \u00e0 terra natal.<\/p>\n<h2 data-start=\"1678\" data-end=\"1730\">Bon Odori: quando lembrar tamb\u00e9m significa dan\u00e7ar<\/h2>\n<p data-start=\"1732\" data-end=\"2231\">Uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais conhecidas do per\u00edodo \u00e9 o <strong data-start=\"1785\" data-end=\"1798\">Bon Odori<\/strong>, dan\u00e7a comunit\u00e1ria realizada em pra\u00e7as, ruas e templos. Suas ra\u00edzes s\u00e3o associadas ao <em data-start=\"1885\" data-end=\"1901\">Nembutsu Odori<\/em>, combina\u00e7\u00e3o de canto budista e dan\u00e7a que remonta \u00e0 Idade M\u00e9dia japonesa. Segundo o pesquisador de dan\u00e7a tradicional <strong data-start=\"2018\" data-end=\"2032\">Bijo Ageha<\/strong>, historicamente a dan\u00e7a servia para receber e consolar os mortos, criando simbolicamente um espa\u00e7o em que vivos e ancestrais pudessem compartilhar a celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"2233\" data-end=\"2479\">Hoje, o Bon Odori pode misturar m\u00fasicas tradicionais, can\u00e7\u00f5es populares e adapta\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas. Essa transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa necessariamente perda de autenticidade; mostra justamente como tradi\u00e7\u00f5es sobrevivem quando conseguem se adaptar.<\/p>\n<p data-start=\"2481\" data-end=\"2757\">A dan\u00e7a em c\u00edrculo tamb\u00e9m possui uma for\u00e7a simb\u00f3lica particular: n\u00e3o h\u00e1 necessariamente espectadores de um lado e artistas do outro. Crian\u00e7as, idosos, visitantes e pessoas sem experi\u00eancia podem entrar no c\u00edrculo. O ritual de mem\u00f3ria torna-se, assim, experi\u00eancia de comunidade.<\/p>\n<h2 data-start=\"2759\" data-end=\"2800\">Da imigra\u00e7\u00e3o japonesa ao Brasil nikkei<\/h2>\n<p data-start=\"2802\" data-end=\"3187\">Esse sentido de pertencimento ganhou outra dimens\u00e3o quando japoneses come\u00e7aram a migrar em grande escala. No Brasil, a imigra\u00e7\u00e3o japonesa organizada come\u00e7ou em <strong data-start=\"2962\" data-end=\"2970\">1908<\/strong>, com a chegada do navio <em data-start=\"2995\" data-end=\"3008\">Kasato Maru<\/em>. Ao longo das d\u00e9cadas seguintes, fam\u00edlias japonesas estabeleceram-se principalmente em S\u00e3o Paulo e no Paran\u00e1, criando associa\u00e7\u00f5es, escolas, templos, jornais e redes comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p data-start=\"3189\" data-end=\"3427\">O Brasil passou a abrigar a maior popula\u00e7\u00e3o de origem japonesa fora do Jap\u00e3o. Nessa di\u00e1spora, pr\u00e1ticas como o Bon Odori deixaram de existir apenas como ritual transplantado e foram progressivamente transformadas pela sociedade brasileira.<\/p>\n<p data-start=\"3429\" data-end=\"3883\">Em Londrina, por exemplo, antigos integrantes do templo budista Nishi Hongwanji criaram no in\u00edcio dos anos 2000 o <strong data-start=\"3543\" data-end=\"3559\">Grupo Hikari<\/strong> para preservar e ensinar o Bon Odori. Segundo o projeto Discover Nikkei, a tradi\u00e7\u00e3o havia sido trazida pelos pr\u00f3prios imigrantes e utilizada em cerim\u00f4nias de rever\u00eancia aos antepassados; d\u00e9cadas depois, tornou-se tamb\u00e9m instrumento de revitaliza\u00e7\u00e3o cultural entre gera\u00e7\u00f5es mais jovens.<\/p>\n<h2 data-start=\"3885\" data-end=\"3953\">Ser nikkei n\u00e3o significa simplesmente \u201cser japon\u00eas fora do Jap\u00e3o\u201d<\/h2>\n<p data-start=\"3955\" data-end=\"4217\">A experi\u00eancia da di\u00e1spora tamb\u00e9m mostra que identidade cultural n\u00e3o \u00e9 uma heran\u00e7a im\u00f3vel. <em data-start=\"4045\" data-end=\"4053\">Nikkei<\/em> costuma designar japoneses emigrados e seus descendentes, mas essas pessoas podem possuir rela\u00e7\u00f5es muito diferentes com l\u00edngua, religi\u00e3o, costumes e nacionalidade.<\/p>\n<p data-start=\"4219\" data-end=\"4457\">Descendentes de terceira ou quarta gera\u00e7\u00e3o podem n\u00e3o falar japon\u00eas, nunca ter vivido no Jap\u00e3o e ainda assim reconhecer no Bon Odori, na culin\u00e1ria, nas hist\u00f3rias familiares ou nos rituais ancestrais uma liga\u00e7\u00e3o importante com sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p data-start=\"4459\" data-end=\"4936\">Ao mesmo tempo, essa identidade nem sempre foi motivo de orgulho. Relatos hist\u00f3ricos mostram que, durante d\u00e9cadas, descendentes japoneses no Brasil enfrentaram estere\u00f3tipos raciais e press\u00f5es de assimila\u00e7\u00e3o. Alguns jovens Nissei e Sansei chegaram a distanciar-se de atividades como taiko e Bon Odori por receio de serem identificados como \u201cjaponeses\u201d em uma sociedade que os tratava como estrangeiros mesmo quando haviam nascido no Brasil.<\/p>\n<p data-start=\"4938\" data-end=\"5162\">A recupera\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas pelas gera\u00e7\u00f5es posteriores revela, portanto, algo mais profundo do que simples nostalgia: transformar uma caracter\u00edstica anteriormente utilizada para marcar diferen\u00e7a em motivo de pertencimento.<\/p>\n<h2 data-start=\"5164\" data-end=\"5221\">Migra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m produz identidades que voltam a viajar<\/h2>\n<p data-start=\"5223\" data-end=\"5460\">O movimento n\u00e3o ocorreu apenas do Jap\u00e3o para o Brasil. A partir da d\u00e9cada de 1980, muitos brasileiros descendentes de japoneses migraram para o Jap\u00e3o como <strong data-start=\"5378\" data-end=\"5393\">dekasseguis<\/strong>, criando comunidades brasileiras em cidades industriais japonesas.<\/p>\n<p data-start=\"5462\" data-end=\"5989\">Esse movimento produziu uma identidade ainda mais complexa. Uma pessoa pode chegar ao Jap\u00e3o imaginando que finalmente estar\u00e1 no pa\u00eds de seus antepassados e descobrir que ali \u00e9 percebida antes como brasileira. Em texto publicado em 2026, a brasileira nikkei <strong data-start=\"5719\" data-end=\"5743\">Janina Tiemi Enomoto<\/strong> descreve justamente essa experi\u00eancia de retornar ao Jap\u00e3o j\u00e1 adulta e refletir simultaneamente sobre a import\u00e2ncia de preservar os v\u00ednculos com o Jap\u00e3o e a pr\u00f3pria identidade brasileira entre jovens nikkeis.<\/p>\n<p data-start=\"5991\" data-end=\"6183\">A di\u00e1spora, portanto, n\u00e3o cria apenas uma ponte entre dois pa\u00edses. Ela produz identidades que podem ser brasileiras e japonesas ao mesmo tempo, ou nenhuma dessas categorias de maneira simples.<\/p>\n<h2 data-start=\"6185\" data-end=\"6231\">Tradi\u00e7\u00e3o preservada justamente porque mudou<\/h2>\n<p data-start=\"6233\" data-end=\"6618\">Eventos de Bon Odori realizados no Brasil ajudam a enxergar essa transforma\u00e7\u00e3o. H\u00e1 festas em que senhoras de primeira e segunda gera\u00e7\u00e3o dan\u00e7am de <em data-start=\"6379\" data-end=\"6387\">yukata<\/em> ao lado de jovens brasileiros sem ascend\u00eancia japonesa; m\u00fasicas tradicionais convivem com repert\u00f3rio moderno e barracas vendem pratos japoneses ao lado de comida brasileira e latino-americana.<\/p>\n<p data-start=\"6620\" data-end=\"6684\">\u00c9 justamente a\u00ed que tradi\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o deixam de ser opostos.<\/p>\n<p data-start=\"6686\" data-end=\"6962\">Preservar cultura n\u00e3o exige congel\u00e1-la como se estivesse em um museu, e integrar-se n\u00e3o deveria significar abandonar l\u00ednguas, mem\u00f3rias ou costumes familiares. O pr\u00f3prio Bon Odori mostra como uma pr\u00e1tica pode atravessar gera\u00e7\u00f5es, religi\u00f5es e fronteiras sem permanecer id\u00eantica.<\/p>\n<h2 data-start=\"6964\" data-end=\"6997\">Mem\u00f3ria tamb\u00e9m \u00e9 pertencimento<\/h2>\n<p data-start=\"6999\" data-end=\"7219\">O O-bon possui uma dimens\u00e3o \u00edntima: recordar aqueles que morreram. Mas, numa comunidade migrante, lembrar os antepassados tamb\u00e9m significa lembrar <strong data-start=\"7146\" data-end=\"7218\">de onde uma fam\u00edlia veio, por que migrou e como reconstruiu sua vida<\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"7221\" data-end=\"7455\">Isso transforma mem\u00f3ria em patrim\u00f4nio cultural. Fotografias, templos, cemit\u00e9rios, festivais, hist\u00f3rias familiares e dan\u00e7as tornam-se formas de transmitir experi\u00eancias que documentos oficiais dificilmente conseguem guardar por inteiro.<\/p>\n<p data-start=\"7457\" data-end=\"7721\">Em sociedades cada vez mais marcadas pela migra\u00e7\u00e3o, essa experi\u00eancia possui uma dimens\u00e3o pol\u00edtica importante. Integra\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa significar assimila\u00e7\u00e3o. Uma pessoa pode participar plenamente de uma nova sociedade sem apagar as refer\u00eancias culturais que herdou.<\/p>\n<p data-start=\"7723\" data-end=\"8197\">Talvez seja justamente isso que o O-bon represente para muitas comunidades nikkeis: <strong data-start=\"7807\" data-end=\"7916\">os antepassados pertencem ao passado, mas a mem\u00f3ria deles continua participando da constru\u00e7\u00e3o do presente<\/strong>. A tradi\u00e7\u00e3o atravessou o Pac\u00edfico, tornou-se brasileira, voltou ao Jap\u00e3o com os dekasseguis e continua mudando de significado a cada gera\u00e7\u00e3o. Nesse percurso, mostra que identidade cultural n\u00e3o \u00e9 uma raiz presa a um \u00fanico territ\u00f3rio, mas uma mem\u00f3ria capaz de viajar com as pessoas.<\/p>\n<h2 data-start=\"8199\" data-end=\"8213\">Refer\u00eancias<\/h2>\n<p data-start=\"8215\" data-end=\"8485\">JAP\u00c3O. GOVERNMENT OF JAPAN. <strong data-start=\"8243\" data-end=\"8287\">Bon Odori: Symbol of the Japanese Summer<\/strong>. <em data-start=\"8289\" data-end=\"8309\">Highlighting Japan<\/em>, out. 2019. Dispon\u00edvel em:<br data-start=\"8336\" data-end=\"8339\"><a class=\"decorated-link\" href=\"https:\/\/www.gov-online.go.jp\/eng\/publicity\/book\/hlj\/html\/201910\/201910_12_en.html?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"8339\" data-end=\"8420\">https:\/\/www.gov-online.go.jp\/eng\/publicity\/book\/hlj\/html\/201910\/201910_12_en.html<\/a><br data-start=\"8420\" data-end=\"8423\">Acesso em: 16 ago. 2026.<\/p>\n<p data-start=\"8487\" data-end=\"8747\">JAP\u00c3O. GOVERNMENT OF JAPAN. <strong data-start=\"8515\" data-end=\"8549\">How to Spend a Summer in Japan<\/strong>. <em data-start=\"8551\" data-end=\"8571\">Highlighting Japan<\/em>, ago. 2021. Dispon\u00edvel em:<br data-start=\"8598\" data-end=\"8601\"><a class=\"decorated-link\" href=\"https:\/\/www.gov-online.go.jp\/eng\/publicity\/book\/hlj\/html\/202108\/202108_01_en.html?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"8601\" data-end=\"8682\">https:\/\/www.gov-online.go.jp\/eng\/publicity\/book\/hlj\/html\/202108\/202108_01_en.html<\/a><br data-start=\"8682\" data-end=\"8685\">Acesso em: 16 ago. 2026.<\/p>\n<p data-start=\"8749\" data-end=\"8983\">JAP\u00c3O. GOVERNMENT OF JAPAN. <strong data-start=\"8777\" data-end=\"8785\">Obon<\/strong>. <em data-start=\"8787\" data-end=\"8807\">Highlighting Japan<\/em>, ago. 2013. Dispon\u00edvel em:<br data-start=\"8834\" data-end=\"8837\"><a class=\"decorated-link\" href=\"https:\/\/www.gov-online.go.jp\/eng\/publicity\/book\/hlj\/html\/201308\/201308_05_en.html?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"8837\" data-end=\"8918\">https:\/\/www.gov-online.go.jp\/eng\/publicity\/book\/hlj\/html\/201308\/201308_05_en.html<\/a><br data-start=\"8918\" data-end=\"8921\">Acesso em: 16 ago. 2026.<\/p>\n<p data-start=\"8985\" data-end=\"9201\">MAEBUCHI, Tatiana. <strong data-start=\"9004\" data-end=\"9021\">Brilho nikkei<\/strong>. <em data-start=\"9023\" data-end=\"9040\">Discover Nikkei<\/em>, 27 nov. 2015. Dispon\u00edvel em:<br data-start=\"9070\" data-end=\"9073\"><a class=\"decorated-link\" href=\"https:\/\/discovernikkei.org\/pt\/journal\/2015\/11\/27\/brilho-nikkei\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"9073\" data-end=\"9136\">https:\/\/discovernikkei.org\/pt\/journal\/2015\/11\/27\/brilho-nikkei\/<\/a><br data-start=\"9136\" data-end=\"9139\">Acesso em: 16 ago. 2026.<\/p>\n<p data-start=\"9203\" data-end=\"9429\">DISCOVER NIKKEI. <strong data-start=\"9220\" data-end=\"9253\">Idioma japon\u00eas e Grupo Hikari<\/strong>. 19 set. 2016. Dispon\u00edvel em:<br data-start=\"9283\" data-end=\"9286\"><a class=\"decorated-link\" href=\"https:\/\/discovernikkei.org\/pt\/journal\/2016\/9\/19\/idioma-japones-grupo-hikari\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"9286\" data-end=\"9362\">https:\/\/discovernikkei.org\/pt\/journal\/2016\/9\/19\/idioma-japones-grupo-hikari\/<\/a><br data-start=\"9362\" data-end=\"9365\">Acesso em: 16 ago. 2026.<\/p>\n<p data-start=\"9431\" data-end=\"9723\">ENOMOTO, Janina Tiemi. <strong data-start=\"9454\" data-end=\"9548\">Has my perspective on being of Japanese descent changed after coming to Japan as an adult?<\/strong> <em data-start=\"9549\" data-end=\"9566\">Discover Nikkei<\/em>, 8 jul. 2026. Dispon\u00edvel em:<br data-start=\"9595\" data-end=\"9598\"><a class=\"decorated-link\" href=\"https:\/\/discovernikkei.org\/en\/journal\/2026\/7\/8\/ser-nikkei\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"9598\" data-end=\"9656\">https:\/\/discovernikkei.org\/en\/journal\/2026\/7\/8\/ser-nikkei\/<\/a><br data-start=\"9656\" data-end=\"9659\">Acesso em: 16 ago. 2026.<\/p>\n<p data-start=\"9725\" data-end=\"9963\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">DISCOVER NIKKEI. <strong data-start=\"9742\" data-end=\"9783\">Traditional Japanese Events in Brazil<\/strong>. 11 nov. 2015. Dispon\u00edvel em:<br data-start=\"9813\" data-end=\"9816\"><a class=\"decorated-link\" href=\"https:\/\/discovernikkei.org\/pt\/journal\/2015\/11\/11\/eventos-tradicionais-japoneses\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_new\" rel=\"noopener\" data-start=\"9816\" data-end=\"9896\">https:\/\/discovernikkei.org\/pt\/journal\/2015\/11\/11\/eventos-tradicionais-japoneses\/<\/a><br data-start=\"9896\" data-end=\"9899\">Acesso em: 16 ago. 2026.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meados de agosto, muitas fam\u00edlias japonesas retornam \u00e0s cidades de origem, visitam t\u00famulos, acendem lanternas e participam de dan\u00e7as coletivas. O O-bon, ou simplesmente Bon, \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es mais conhecidas do ver\u00e3o japon\u00eas e combina mem\u00f3ria dos antepassados, religiosidade, pertencimento familiar e vida comunit\u00e1ria. Na di\u00e1spora, especialmente no Brasil, esses rituais ganharam novos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2254,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"no","rop_publish_now_accounts":{"facebook_1005035685341291_1168996842959697":""},"rop_publish_now_history":[{"account":"facebook_1005035685341291_1168996842959697","service":"facebook","timestamp":1786849590,"status":"queued"}],"rop_publish_now_status":"queued","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1094,13,1093],"class_list":["post-1941","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-migracao-sociedade","tag-japao","tag-migracao","tag-o-bon","et-has-post-format-content","et_post_format-et-post-format-standard"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1941"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1941\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2252,"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1941\/revisions\/2252"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.tatianamendonca.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}